sexta-feira, 29 de junho de 2007
Morte
Eu fechei os olhos e
Morri
Quando acordei de novo
Estava num salão com
Tetos e paredes distantes e cujo
Chão era igual a um
Tabuleiro de xadrez
Sobre cada quadrado preto
Tinha uma pessoa de pé como eu
Olhando para frente
Lá longe um
Poste gigantesco
Segurava uma placa que
Dizia
Aguarde sua vez
Os que estavam na minha frente e
Do meu lado
Cochichavam
Ansiosos
Eu permaneci calado
Paciência foi a primeira de duas coisas que aprendi enquanto estava vivo
A segunda foi
Livro não se empresta
Um senhor
Corcunda e de cabelos ralos que
Vestia um manto curto e gasto
Parecendo um lençol velho
Pescando-siri
Vinha na minha direção mas
À prazo
Parava de pessoa em pessoa
Ou melhor de
Morto em morto
Colocava a mão sobre a cabeça do sujeito
Dizia alguma coisa e
Depois
Se dirigia ao próximo
O morto da vez por
Sua vez
Após receber a benção do velho
Desaparecia
A cada quadrado vencido
Os cochichos aumentavam
Uns diziam que o velho era um anjo
Outros que ele falava em alemão
Todos concordavam que ele falava uma coisa diferente para cada pessoa
Uma mulher atrás de mim
Soluçava à espera do seu xeque-mate
Eu não queria morrer no dia do meu aniversário
Ela disse
Lembrei do aniversário da minha neta
Quando eu usava uma pomada para furúnculo e
O cachorro da minha nora
Cheirou a minha bunda a festa inteira
Por fim
O velho se aproximou de mim
Olhou-me nos olhos
Repousou a mão na minha testa e
Com um tom muito sincero em
Lusitano português
Me disse algo que
Era para eu pensar
Durante toda a eternidade
Mas eu estava com a cabeça longe
Cachorro
Pomada
Furúnculo
Acabei não prestando atenção
Na minha sentença
Depois de sumir no éter
Com a mente livre
Lembrei de toda minha vida
Pouco a pouco
E passei a eternidade assim
Relendo capítulos
Os que eu mais gosto
Me perdoe patroa
São dos dias em que eu fiz gol
Na hora do recreio
Me perdoe você também
Mas eu preciso confessar
Às vezes
Eu até esqueço
Que estou morto
--Bent
------------------
[1] Poema dedicado ao ilustre Canário e inspirado em sua obra 'Horizonte Distante'. Inicialmente denominado 'Tabuleiro', teve seu título alterado para se encaixar na proposta das 'Perspectivas'.
[2] Feliz aniversário adiantado meu querido-existencialista-grunge e eterno-parceiro-de-filmes-no-Estação Pombo! As pessoas de Julho tem uma forma misteriosa de se entenderem.
[3] Estarei de férias até o início de Setembro, portanto ficarei um pouco distante do ninho. Por favor, não abandonem nosso viveiro. Os urubús estão atrás de ovos. Amigos passáros, revelem-nos suas almas, queremos todos aprender com vocês!
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Exposição do Pombo
fiz umas fotos aqui na terrinha fria, montei uma exposição online com um amigo...
tenho certeza de que vocês vão gostar
entrem lá pra curtir as fotos...
(por favor)
tá aqui nesse link:
clique aqui
no sábado, churrasco na serra.
qualquer coisa me liguem !
valeu !
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Quem nunca sonhou???
Bom, nesse sábado que passou, vimos aqui na terrinha, mas precisamente, no circo voador, uma nova banda, ou grupo musical, não sei ao certo como nominá-lo. Chama-se esse grupo, "teatro Mágico". Achei ótimo. Uma proposta nova, diferente e inovadora. O grupo é de Minas Gerais.
Trata-se de um espetáculo musical, onde os integrantes vestem roupas de circo, com caras pintadas e roupas coloridas. Há trapezistas que fazem suas atuações em cima da galera, malabaristas, e até a interpretações de poesias, muito legal mesmo.
Sei que nessa noite, cheguei a sonhar que era trazista e que fazia incríveis apresentações, com saltos incríveis. O espetáculo me trouxe um sentimento bom, de ver uma coisa nova e de certa forma, um resgate a esse tipo de espetáculo, tão abandonado por nós hoje em dia. Enfim, curi, me diverti e sonhei. Muito bom.
Sendo assim, meu poust de hoje é:
ASTRONOMO OU ASTRONAUTA?
Acontece que no dia do meu aniversário de oito anos, enquanto as crianças brincavam em dar volta nas cadeiras, viam o palhaço ou jogavam bolas, eu fui caminhar, pelo enorme quintal da casa velha, com meu tio, um homem de ótimo caráter e uma incrível visão sentimental sobre a vida e o universo.
O quintal da casa era bem grande, com alguns pés de amora, um caminho até o portão cercado por orquídeas onde dois cachorros da raça Labrador sempre passavam com tudo, e mais adiante, havia uma pequena trilha a qual, após uma caminhada pelos estreitos pedaços onde conseguíamos caminhar, e que sempre estavam bem escorregadios devido as constantes noites de muito sereno e orvalho, podia-se chegar perto e ouvir o som de uma pequena queda d’água, coisa que me era super agradável.
Segui pela trilha com meu tio. Ele era o filho mais novo da minha avó e talvez por isso nos dávamos tão bem, apesar de nessa ocasião ele já ostentar seus vinte e seis anos, e até alguns cabelos brancos. Era desengonçado, mas engraçado e tinha talvez, o coração mais bonito que já encontrei.
A noite era fria, mas mesmo assim eu me lambuzava com meu picolé, e meu tio aproveitava o ar puro pra fumar seu cigarro. Caminhamos de mãos dadas a maior parte do percurso, até avistarmos o final da trilha, que dava numa enorme rocha e uma vegetação bem densa cercada com arames farpados.
Meu tio com toda a sua alto confiança, e sempre capaz de passar um sentimento que seja bom de se sentir, me convenceu a subir até o topo da enorme rocha.
É bem verdade que quando se confia que nada vai dar errado, quando se confia no êxito da sua missão, ela acaba parecendo mais simples e sua confiança acaba te levando ao sucesso, ainda que haja alguns pequenos tombos pelo caminho. Assim foi e subimos até o topo.
Era uma enorme pedra, e do seu cume dava-se pra ver o céu, lindo enorme, extraordinário, e luminosíssimo céu estrelado. Céu que, mais tarde, me vinha apenas nessas lembranças das noites na pedra na velha casa de meus avós, que ficava bem no alto da serra.
Meu tio já acabara o seu cigarro e eu meu picolé, eu fingia que acreditava em algumas, e ele adorava isso, e noutros realmente acreditava, e ele adorava isso ainda mais. Conversávamos muito, e meu ele sempre tinhamos boas e engraçadas histórias pra contar. Foi então que depois de um curto período de silêncio em que só a noite se comunicava, enquanto olhávamos atentamente para o infinito, é que meu tio me perguntou se eu preferiria ser astrônomo ou astronauta.
Perguntei o que era um astrônomo, e ele me explicou. Mas depois brincamos de astronauta. Foi incrível. Imaginar viajar no breu mais escuro que já se teve noticia, experimentar o que ninguém experimentou, flutuar em ares cobertos por algodão doce e toda aquela poeira cósmica colorida e brilhante. Ouvir uma música jamais tocada ou imaginada. Ver passar nos olhos túneis do tempo com cores que não vemos na Terra, e imaginar como as minhocas espaciais, abriam seus túneis através das galáxias, causando assim a viagem no tempo, a qual depois tantas vezes me apoiei. Além disso, flutuávamos e sentíamos a leveza e a insignificância de nosso ser, em meio a toda aquela gravidade, que suspendia a nós e a nossas guloseimas espaciais. Tocávamos estrelas com as mãos e o que sentíamos agora era um sereno incrível, estelar e espacial. Viajamos juntos pelas curvas das galáxias mais obscuras. E, mas tarde, sempre voltávamos.
Ficamos lá até tarde e tínhamos que voltar. Voltar a Terra para encontrar os outros de nossa espécie, nossos genitores, os quais, explicou meu tio, eram nossos pais. Era hora de pousar a nave mágica da imaginação, sair da imensidão espacial e sem limites dos pensamentos, para pousar ali. Naquela enorme rocha, na pequenina cidade, e na velha casa dos meus avós.
Depois de ver mais uma estrela cadente zunindo galáxia a’dentro, e fugir de um pedaço de meteoro que viera em nossa direção, pousamos com tranqüilidade. Tiramos as roupas espaciais, e infelizmente, tive que soltar o pequeno animalzinho voador, peludo e gosmento que se alimentava de bons sentimentos, que eu havia pegado na quinta galáxia que visitamos.
Muito entusiasmados com nosso passeio voltamos para a festa que por sinal, já se encontrava no fim, com algumas crianças esperando ainda o corte do bolo. É, eu quase havia me esquecido disso, era meu aniversário. Cantamos parabéns, partimos o bolo e eu dei o primeiro pedaço para o meu tio, surpreendendo a alguns, e a outros nem tanto.
Depois, brinquei um pouco com as crianças, embora volte e meia, teimasse em querer ir lá fora para dar uma espiadinha no céu.
Depois dessa noite, toda vez que nos encontrávamos, queríamos sempre olhar para o céu, de onde dessa pra imaginar e sonhar um pouco, feitos dois astronautas. E vagar em toda a curiosidade, toda sentimentalidade, toda imaginação que cabe as crianças, ás crianças de todo o mundo, de todo o espaço e de todo o universo.
Vencer barreiras e viajar sem limites. Essa é a grande vantagem de se ser criança. Sonhar e imaginar, inquestionavelmente.
O joão de barro manda um beijo no coração de todos e pede: Jamais deixem de ser criança...voemos todos a incrível e fascinante "terra do nunca"
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Sexo
Se antes de virar santo
Agostinho tivesse
Comido minha
Professora de
Espanhol
Ele teria
Registrado os
Seguintes
Versos
Abre aspas
Rechear uma
Punheta de
Manhã
Com as recordações da
Foda de
Ontem à
Noite é
Resultado de
Sexo muito
Bem realizado
Fecha aspas
--Bent
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Pela boca.
Voa barro, vuemos PÁSSAROS!!!!!!!!!!!!!!!
PELA BOCA
Pela boca é que se jaz
É por ela que me denuncio
Emana o bafo do que como, do vício.
É ela quem transmite o insaciável “quero mais”
Comendo e bebendo se estraga a carne
Que sofre e sente o ranger de toda a máquina
Grita! Berra! E implora toda essa lástima
E atura todo essa penitência que te cabe.
Com palavras impróprias fiz inimigos
Que se pudessem, me matariam e me comeriam!
Pela mesma boca que se difamam, caluniam
E com meu sangue opaco, sentiriam os lábios carcomidos.
A língua que se farta das frutas mais suculentas
É a mesma que se arrepia com as azedas e amargas
Lambe os beiços, penetra e ampara.
E no frenesi de sensações, serra os dentes.
Pela boca se cospe, suga e escarra.
Morde e rasga, vicia e mata, engana e sofre.
É pela boca que denuncio mais ninguém se comove.
E é pela boca que, podemos pedir desculpas para quem ainda assim possa amá-la.
FIM
bEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS DO BARRÃO!!!!!!
terça-feira, 19 de junho de 2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Fonte da juventude????

Sei mão, mas acho que Barrão está buscando mum meio termo. Um copo de Nescau pela manhã e biritada a noite. Será que vai???
Vale como mais uma dos mistérios sobre nosso querido Barrão???Ps: ainda não consigo enteder como a mente dele fuciona??? Tenho medo.
Mistééééééééééééééééééééééério....
By Murucututu
Notícias do dia
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Recordações
Em segundo plano, digo que assim como o Murucututu, eu adoro guardar esse tipo de coisas, como comentei no poust dele. Então, vos digo que enfim, o pombo me contemplou com o presente que tanto pedi e a tanto tempo.
Também veio de forma sensacional, contendo todas as nossas "desventuras". Começa com Chapada Diamantina, com direito a clipe, colce de burro, visuais deslumbrantes, e cenas de "no limite". Depois rola umas filmagens de Rio das Ostras, o canário como sempre o mais fanfarra de todos, na moto com o irmão do bent, e matando o Gigante Saulo. Fimes, do HTS, Bronto e Poossuídos, sem dúvida sucesso de bilheteria. Curió Flamejante, dodo dublando REM, viagens no espelho.
Tem ainda o bloco das piranhas em Friburguin clássico, e até a inenarrável interpretação de "versos íntimos" do Augusto dos Anjos, feita pelo nosso querido e sumido Corujão.
Enfim, está demais... E agora vamos ter essas recordações para sempre guardadas aqui.
Espero todos aqui para uma mega sessão.
beijo no coração de todos.
joão de barro.
Amor
No passado
Ana
Fingiu que
Amou
Três vezes
Nicolau
Estevão e
Mendes
Quando ela amou de
Verdade
Antônio
Ele fingiu que a
Amou
Na cozinha
Enquanto lavava pratos com
Um avental azul
Ana ouviu o
Telejornal
Em entrevista um
Homem importante de
Gravata preta falou
Na mente do consumidor um
Fracasso pesa mais do que
Muitos sucessos
Não importa se você
Sempre
Agrada quem freqüenta sua loja se
Você desapontar o cliente apenas
Uma vez
Ele se lembrará do
Fracasso não dos
Sucessos
Ana
Por se lembrar muito
Mais de
Antônio do que de
Nicolau, Estevão e Mendes
Considerou que estes
Três
Teriam sido seus
Sucessos
Por não querer conviver com
Sucessos tão sem
Peso
Ana largou os pratos e
Partiu à procura de um
Novo amor
Outra moça
Marta
Também lavava pratos mas
Com um avental de
Cor diferente
Da televisão ligada na
Sala
Ela ouviu a mesma notícia porém
Discordou
Sempre comprava pão na
Padaria do Jorge
Não porque gostava do
Pão
Era porque gostava do
Jorge
No dia anterior ela
Havia declarado seu
Amor enquanto
Jorge embrulhava o
Pão com papel e
Barbante
Na manhã de
Hoje bem
Cedo antes do
Café
Marta foi à
Padaria e
Muito satisfeita voltou para
Casa sem pão
Em vez de
Jorge
Marta encontrou um
Bilhete
Caros clientes
Hoje vocês não
Terão pão porque o
Amor me deixou preguiçoso
Me perdoem o transtorno
Amanhã voltarei à
Rotina
Assinado Jorge
--Bent
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Quase sem querer
terça-feira, 12 de junho de 2007
Vote no Cristo

Peço que cada um difunda esta idéia sobre a eleição das Sete Maravilhas do Muno Moderno. Pode parecer ridícula certas comparações com o passado e também impossíveis. Mas apóio a idéia pelo ponto de vista social.
Vivemos em uma crise do Estado de direito. Na há comando, o crime se espalha em todas as cidades do país. Não adianta a contratação de 1o mil policias, 1000 carros e outras dezenas de outras tecnologias se o Estado não fornece condições básicas para a sobrevivência da população. E não adianta mais esperar. A saída é clara, melhora na capacidade de renda da população.
E o que a eleição do Cristo tem haver com isso. Só por estar nesta eleição, a cidade do Rio ganho em investimento privado e público cerca de 100 milhões de reais direta ou indiretamente. Calcula-se que estar em as Sete Maravilhas do Mundo Moderno, as cidades podem ter um aumento de 30 por cento no turismo. Isso quer dizer dinheiro, aumento da fluxo de capital e da renda per capita da população local.
É uma bola de neve que se for impulsionado de forma simples, com o seu voto, pode garantir no futuro uma melhor qualidade de vida para as novas gerações.
Por isso, mais uma vez, peço que votem no Cristo Redentor. Peço que dêem uma chance, simples, de tentar fazer a diferença.
Além do que é lindo pra car... segunda-feira, 11 de junho de 2007
"Esse é só o começo do fim da nossa vida..."
O tempo passou e mais um Carna chegou. Como sempre não faltou alegria, diversão, música, comida, bebida e tudo mais. Sempre contemplando o já antigo llema "rega neguin". A primeira noite amanheceu com agente ainda de pé. Na segunda rolou piscina após o futebolzinho classe A, que contou com a ilustre presença de quem jamais sido visto jogando, o Sabiá Gofador, que dessa vez não gofou.
Guitarra, microfone, três violas, Cajon, e ainda dois tambores fizeram o som ambiente por três dias seguidos sem parar.
O evento foi mais uma vez sensacional e um sucesso. Aproveito então esse espaço para agradecer aos amigos presentes, que juntos curtimos bastante. Ressalta aqui porém, a falta que os gringos fizeram, o bent, porra que saudade de você. O canarin, que é brincadeira não...haja coração. E a coruja, sempre tão importante na minha vida e decisões. Quanta falta vocês fazem por aqui. Deixam também marcada aqui a falta do casal Murucututu, que não conseguiu voar até o sítio e como sempre fizeram falta. O dodo, também sempre compromissado e de difícil acesso, também deixou saudades.
Mas enfim, todos estavamos lá se não de corpo, de alma.
Esse final de semana passou e na quarta feira seginte já era feriado sei lá do que, mas já deu origem a outra comemoração, a do aniverssário do querido sabiá. Começou na quarta, e acabou no sábado com o "último show" do Los Hermanos.
O show foi também sensacional, e podemos agora contar com O Murucututu. Vimos o show do último degrau da Fundição, lá no alto. foi ótimo, um espaço só para a galera que pulou e agitou como sempre. Foi ótimo, tocaram várias músicas do primeiro disco, e tantas outras, estavam bem animados. O único ponto negativo que eu vi, foi o pouco diálogo que a banda teve com o público, já que era pra ser o "último show" da banda, mas fora isso foi sensacional.
Obrigado a todos. Amo todos vocês. E aos estrangeiros,hããããããã...quanta saudade.
Beijo no coração de todos. Barro.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Orgulho
Tem gente que não leva desaforo pra casa
Meu tio Mário viu a
Esposa beijando outro no
Parque e
Calado
Levou o desaforo para o
Bar
Durante vinte anos
No vigésimo primeiro ele
Parou porque
Um derrame
Causado por abuso de
Bebida o
Impediu de
Caminhar até a
Esquina
Num outro bar meu
Outro tio
Néo
Discutiu com um
Otário e
Porque decidiu não
Engolir o
Orgulho na mesa e
Tampouco levar o
Desaforo
Para casa
Acabou levando
2 tiros
Morreu com um copo de Skol na mão
Já eu penso diferente
Levo tudo que é
Ofensa para o
Meu quarto e
Quando isso me deixa
Triste eu
Transformo
Desaforo em
Poema ou
Melhor em
Canto de
Passarin
--Bent
----------------
Buscando inspiração? Comece renovando sua CDteca. O cara do Totem Praia reuniu os 20 discos que marcaram a vida dele. Só tem coisa fina, vale à pena conferir! (Clique em Inspirações > Música)
domingo, 3 de junho de 2007
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Felicidade
Cada homem percorre um caminho próprio em busca da felicidade
Eu caminhei durante 33 anos
Jonas o fez mais ou menos na metade do tempo
-------------------------
Segui os conselhos de um professor da escola
Li muitos livros
Me tornei um profissional de sucesso
De dia
De noite eu era apenas um indivíduo
Triste
No restaurante japonês um
Cartaz anunciava uma
Comunidade no campo
Todos acampados
Trabalhando em equipe
Plantando e colhendo
Dias felizes
Nenhum stress
Terminei o que tinha para fazer
Vendi tudo e
Fui encontrar a natureza
Cultivando batatas e
Ganhei tardes livres
Não tinha no que pensar então o
Tempo virou minha preocupação e
3 semanas
Pareceram 3 anos
Durante uma cerimônia de agradecimento ao sol
Aproveitei o êxtase dos camaradas
Me escondi no capim e
Fugi a pé para
Não voltar
No caminho um
Senhor me ofereceu carona num
Fusca velho
Ele era padre e
Gostava de prosa
Me falou do seu trabalho na paróquia e
Da sua crença
A felicidade não é deste mundo
Ele disse
Eu gostei
Ele me chamou para ser sacristão
O trabalho não era dos melhores mas
Se a vida é passageira
Me contentei
Porque no céu
Tudo iria mudar
Até que um dia
Enquanto eu encerava o chão do corredor
Eu ouvi uma mulher
No confessionário
Admitir que
Acreditava num homem que
Matara Deus
Ele era filosófo
O homem que matou
Não Deus
Decidi então estudar a
Tal filosofia
Porque se o céu não existia mais era
Melhor
Aproveitar a vida
Enquanto eu estava aqui em baixo
Li muitos livros
De novo
Deixei a barba crescer e
Achei que finalmente
Tinha aprendido a
Pensar e
Ser feliz
Mas um ensaio de capa vermelha
Cujo autor dizia que é
Impossível
Filosofar
Porque palavras não são
Suficientes para
Descrever o pensamento
Me deixou confuso demais
E na dúvida
Decidi ficar calado para sempre
Até que
Maria me perguntou as horas
3 horas
Eu disse
Naquela tarde
Eu te amo
Eu disse
3 meses depois
Me sentiria completo
Não fosse um fenômeno estranho que
Tomou conta de mim
Após nossa primeira relação sexual
3 horas e 33 minutos após o gozo
Meu pau enduresceu e
Desenduresceu
3 vezes
Durante 3 segundos
Sem nenhuma ordem superior do cérebro
(Não que essas ordens sempre funcionem)
Se na primeira vez
Isso poderia ter sido obra do acaso
Na terceira
Se provou
Crônico
Maria sugeriu um psicólogo
Que me disse
A realidade é a sua mente que cria
Para se livrar do problema
Basta querer
No divã
Essa idéia pareceu muito simples e
Me encheu de coragem
Mas na fila do cinema
Me desconcertou
Maria se encheu e
Me deixou só
A gerente do estabelecimento ao
Perceber a confusão
Me chamou num canto
Me preparei
Para
Tomar
Uma
Descompostura
Mas com um singular approach
Ela disse
Meu marido também sofre disso
Desde que a gente começou a namorar
Quando ele tinha quinze anos
Faz o seguinte
Toda vez que você terminar os trabalhos
Coloca uma cueca 3 números menor que o seu que
Está resolvido o problema
Meu nome é Joana e do meu marido é Jonas
Muito prazer
Corre atrás da moça que vai ficar tudo bem
E na vez seguinte que
Fui ao cinema com
Maria e
Um sorriso no rosto
Resumi para Joana o segredo da felicidade
Zorba modelo juvenil
