domingo, 27 de fevereiro de 2011

Carnaval é Rock'nroll

Depois de um ótimo final de semana serrano e devidamente recarregado tenham todos uma ótima semana!


Kings of Convenience - LIVE Rockpalast


King of limbs - Radiohead


Parabéns pra todos


C

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sete meses depois .....


Olá queridos titios ae vai umas fotinhas minhas para vocês verem como cresci nesses sete meses de vida, pedi para o papai postar aqui pois Quero participar deste ninho de fraternidade desde pequenino...


Sentei só pra tirar a foto, pois quando saiu o flash cai pra trás , ainda estou aprendendo a sentar....




Com minha querida companheira, a mamadeira ehehe


Relax no banho de tanque com a mamãe .....



Euzinho com a dinda, minha irmãnzinha Açucena e meu amiguinho Miguel ...


Papai me ensinando a base do skate dele, olha que eu vou heinn!!!

Eu e papai na praia...

Beijos no coração de todos os passarinhos.

Quero - querinho


















Inspiração


Galeria de fotos interessante para um bom começo de semana. Sábado tem Showrrasco no Vitim.

bent

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mapa para o ninho do Sabiá de Chapéu.

Ficou mais uma vez, por conta de vosso João de Barro a missão de postar aqui comunicados festivos de nosso lindo viveiro.

Bem nosso Sabiá me passou o mapa escrito para facilitar a chegada dos pássaros ao seu ninho.

Olha, importante lembrar que é bom que cada dupla de pessoas leve 3 caixas de cervejas além da cervejinha diferenciada referenciada pelo anfitrião, pois vcs sabem que os passarinhos daqui bebem e bem da famosa água que "alguns" passarinhos não bebem, então, não vamos nos enganar não, vamos levar cada dupla três caixinhas de cerva afinal não precisaremos levar a comida do sabado, então vamos regar.

Para aqueles que, assim como eu, vão dormir no recinto pra fazer o churrasquinho no domingo, devemos todos levar as carnes. Cada um leva um pouco.

Esses que vão dormir tb tem que levar colchão, roupa de cama, toalha e, se quiserem, barracas.

Bem, sendo assim, aqui segue o mapa:

1) Pegar Av. Das Américas sentido recreio. Siga em frente pela pista central até que virem duas pistas (no mesmo sentido).

2) Quando avistar o Shoping Recreio, que fica a sua esquerda, vc deve pegar a mão da direita, pois deverá virar na primeira À direita depois do shoping, antes do viaduto.

3) Ai amigos, caímos na estrada do "tenebroso" Rio MOrto. Aqui, pega a direita e segue até o final ... e segue... até passar por uns quebra-molas e chegar em um sinal, semáforo, sinaleira...como quiser chamar. Esse sinal está em um entroncamento com a Estrada do Bandeirantes, ai vire a esquerda para pegar esta Estrada.

4) O mais importante do caminho. O ponto G. Passa o Water Planet conta 2 (dois) quebra-molas e neste segundo, quebre a direita. ( vcs verão um ponto de ônibus). Passa mais 3 ou 4 quebra-molas (já na rua do evento) e chegaram no condominio, que possui um muro laranja e portão branco. nº 880, casa 5.

É isso.

Beijo no coração de todos. Levem todos os instrumentos, caprichem na birita. E vamos fazer um evento com muita alegria e diversão para todos. É tempo de festejar a alegria de viver ao lado de cada um de vcs!

Beijo gigantesco no coração de cada um de vcs.

Sabiá e João de Barro.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

mais um pra passarada

Amigos,

fiquei muito feliz hoje ao ver a notícia
que nossa querida banda inglesa,
irá lançar mais uma vez seu algum na internet,
mas desta vez não é de graça...

o nome do disco é The King of Limbs,
e por enquanto está disponível apenas para pré-venda,
o download estará disponível a partir do dia 19 de fevereiro,
e uma edição de luxo, com dois vinis,
enviada a partir do dia 2 de maio.



THE KING OF LIMBS NA CABEÇA!!!





















não vejo a hora de baixar o meu no torrent dia 20

pombo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Alho, óleo... arroz!

Olá passarada! Voltando a trabalhar depois de 2 meses de licença devido a fratura da falange média do dedo médio da mão esquerda, enfim... para não entrar em detalhes... deixa pra lá. Preciso urgente de férias...

Vou pedir ajuda ao marcelo campelo nesse post cansado de mais uma segunda-feira ensolarada.

Só fazer o dáunloadi cricando com "botão direito" e "salvando o link como" Como? Fala pra mim, fica como, rãn!


Cana
Whatever works my friends

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O rouxinol e a rosa.


Oi amigos, como anda as moscas nosso viveiro apelei para um grande amigo nosso, o Oscar Wilde para colocar aqui um conto dele.

Beijo do Barrão no coração de todos vcs pássaros!!! E vamos lá. Vamos começar o ano de vez. !!!

_ Ela disse que dançaria comigo se eu lhe levasse rosas vermelhas – exclamou o Estudante – mas estamos no inverno e não há uma única rosa no jardim...

Por entre as folhas, do seu ninho, no carvalho, o Rouxinol o ouviu e, vendo-o ficou admirado...

_ Não há nenhuma rosa vermelha no jardim! – disse o Estudante, com os olhos cheios de lágrimas. – Ah! Como a nossa felicidade depende de pequeninas coisas! Já li tudo quanto os sábios escreveram. A filosofia não tem segredos para mim e, contudo, a falta de uma rosa vermelha é a desgraça da minha vida.

Eis, afinal, um verdadeiro apaixonado! – disse o Rouxinol. Tenho cantado o Amor noite após noite, sem conhecê-lo no entanto; noite após noite falei dele às estrelas, e agora o vejo... O cabelo é negro como a flor do jacinto e os lábios vermelhos como a rosa que deseja; mas o amor pôs-lhe na face a palidez do marfim e o sofrimento marcou-lhe a fronte.

_ Amanhã à noite o Príncipe dá um baile, murmurou o Estudante, e a minha amada se encontrará entre os convidados. Se levar uma rosa vermelha, dançará comigo até a madrugada. Somente se lhe levar uma rosa vermelha... Ah... Como queria tê-la em meus braços, sentir-lhe a cabeça no meu ombro e a sua mão presa a minha. Não há rosa vermelha em meu jardim... e ficarei só; ela apenas passará por mim... Passará por mim... e meu coração se despedaçará.

_ Eis um verdadeiro apaixonado... – pensou o Rouxinol. – Do que eu canto, ele sofre. O que é dor para ele é alegria para mim. Grande maravilha, na verdade, é o Amar! Mais precioso que esmeraldas e mais caro que opalas finas. Pérolas e granada não podem comprá-lo, nem se oferece nos mercados. Mercadores não o vendem, nem o conferem em balanças a peso de ouro.

_ Os músicos da galeria – prosseguiu o Estudante – tocarão nos seus instrumentos de corda e, ao som de harpas e violinos, minha amada dançará. Dançará tão leve, tão ágil, que seus pés mal tocarão o assoalho e os cortesãos, com suas roupas de cores vivas, reunir-se-ão em torno dela. Mas comigo não bailará, porque não tenho uma rosa vermelha para dar-lhe... – e atirando-se à relva, ocultou nas mãos o rosto e chorou.

_ Por que está chorando? – perguntou um pequeno lagarto ao passar por ele, correndo, de rabinho levantado.

_ É mesmo! Por que será? – Indagou uma borboleta que perseguia um raio de sol.

_ Por quê? – sussurrou uma linda margarida à sua vizinha.

_ Chora por causa de uma rosa vermelha, - informou o Rouxinol.

_ Por causa de uma rosa vermelha? – exclamaram – Que coisa ridícula! E o lagarto, que era um tanto irônico, riu à vontade.

Mas o Rouxinol compreendeu a angústia do Estudante e, silencioso, no carvalho, pôs-se a meditar sobre o mistério do Amor.

Subitamente, abriu as asas pardas e voou.

Cortou, como uma sombra, a alameda, e como uma sombra, atravessou o jardim.

Ao centro do relvado, erguia-se uma roseira. Ele a viu. Voou para ela e posou num galho.

_ Dá-me uma rosa vermelha – pediu – e eu cantarei para ti a minha mais bela canção!

_ Minhas rosas são brancas; tão brancas quanto a espuma do mar, mais brancas que a neve das montanhas. Procura minha irmã, a que enlaça o velho relógio-de-sol. Talvez te ceda o que desejas.

Então o Rouxinol voou para a roseira, que enlaçava o velho relógio-de-sol.

_ Dá-me uma rosa vermelha – pediu – e eu te cantarei minha canção mais linda.

A roseira sacudiu-se levemente.

_ Minhas rosas são amarelas como as cabelos dourados das donzelas, ainda mais amarelas que o trigo que cobre os campos antes da chegada de quem o vai ceifar. Procura a minha irmã, a que vive sob a janela do Estudante. Talvez ela possa te possa ajudar.

O Rouxinol então, dirigiu o vôo para a roseira que crescia sob a janela do Estudante.

_ Dá-me uma rosa vermelha – pediu - e eu te cantarei a mais linda de minhas canções.

A roseira sacudiu-se levemente.

_ Minhas rosas são vermelhas, tão vermelhas quanto os pés das pombas, mais vermelhas que os grandes leques de coral que oscilam nos abismos profundos do oceano. Contudo, o inverno regelou-me até as veias, a geada queimou-me os botões e a tempestade quebrou-me os galhos. Não darei rosas este ano.

_ Eu só quero uma rosa vermelha, repetiu o Rouxinol, - uma só rosa vermelha. Não haverá meio de obtê-la?

_ Há, respondeu a Roseira, mas é meio tão terrível que não ouso revelar-te.

_ Dize. Não tenho medo.

_ Se queres uma rosa vermelha, explicou a roseira, hás de fazê-la de música, ao luar, tingi-la com o sangue de teu coração. Tens de cantar para mim com o peito junto a um espinho. Cantarás toda a noite para mim e o espinho deve ferir teu coração e teu sangue de vida deve infiltrar-se em minhas veias e tornar-se meu.

_ A morte é um preço exagerado para uma rosa vermelha – exclamou o Rouxinol – e a Vida é preciosa... É tão bom voar, através da mata verde e contemplar o sol em seu esplendor dourado e a lua em seu carro de pérola...O aroma do espinheiro é suave, e suaves são as campânulas ocultas no vale, e as urzes tremulantes na colina. Mas o Amor é melhor que a Vida. E que vale o coração de um pássaro comparado ao coração de um homem?

Abriu as asas pardas para o vôo e ergueu-se no ar. Passou pelo jardim como uma sombra e, como uma sombra, atravessou a alameda.

O Estudante estava deitado na relva, no mesmo ponto em que o deixara, com os lindos olhos inundados de lágrimas.

_ Rejubila-te – gritou-lhe o Rouxinol – Rejubila-te; terás a tua rosa vermelha. Vou fazê-la de música, ao luar. O sangue de meu coração a tingirá. Em conseqüência só te peço que sejas sempre verdadeiro amante, porque o Amor é mais sábio do que a Filosofia; mais poderoso que o poder.. Tem as asas da cor da chama e da cor da chama tem o corpo. Há doçura de mel em seus braços e seu hálito lembra o incenso.

O Estudante ergueu a cabeça e escutou. Nada pode entender, porém, do que dizia o Rouxinol, pois sabia apenas o que está escrito nos livros.

Mas o Carvalho entendeu e ficou melancólico, porque amava muito o pássaro que construíra ninho em seus ramos.

_ Canta-me um derradeiro canto – segredou-lhe – sentir-me-ei tão só depois da tua partida.

Então o Rouxinol cantou para o Carvalho, e sua voz fazia lembrar a água a borbulhar de uma jarra de prata.

Quando o canto finalizou, o Estudante levantou-se, tirando do bolso um caderninho de notas e um lápis.

_ Tem classe, não se pode negar – disse consigo – atravessando a alameda. Mas terá sentimento? Não creio. É igual a maioria dos artistas. Só estilo, sinceridade nenhuma. Incapaz de sacrificar-se por outrem. Só pensa e cantar e bem sabemos quanto a Arte é egoísta. No entanto, é forçoso confessar, possui maravilhosas notas na voz. Que pena não terem significação alguma, nem realizarem nada realmente bom!

Foi para o quarto, deitou-se e, pensando na amada, adormeceu.

Quando a lua refulgia no céu, o Rouxinol voou para a Roseira e apoiou o peito contra o espinho. Cantou a noite inteira e o espinho mais e mais foi se enterrando em seu peito, e o sangue de sua vida lentamente se escoou...

Primeiro descreveu o nascimento do amor no coração de um menino e uma menina; e, no mais alto galho da Roseira, uma flor desabrochou, extraordinária, pétala por pétala, acompanhando um canto e outro canto. Era pálida, a princípio, qual a névoa que esconde o rio, pálida qual os pés da manhã e as asas da alvorada. Como sombra de rosa num espelho de prata, como sombra de rosa em água de lagoa era a rosa que apareceu no mais alto galho da Roseira.

Mas a Roseira pediu ao Rouxinol que se unisse mais ao espinho. – Mais ainda, Rouxinol, - exigiu a Roseira, - senão o dia raia antes que eu acabe a rosa.

O Rouxinol então apertou ainda mais o espinho junto ao peito, e cada vez mais profundo lhe saía o canto porque ele cantava o nascer da paixão na alma do homem e da mulher.

E tênue nuance rosa nacarou as pétalas, igual ao rubor que invade a face do noivo quando beija a noiva nos lábios.

Mas o espinho não lhe alcançava ainda o coração e o coração da flor continuava branco – pois somente o coração de um Rouxinol pode avermelhar o coração de rosa.

_ Mais ainda, Rouxinol, - clamou a Roseira – raiar o dia antes que eu finalize a rosa.

E o Rouxinol, desesperado, calcou-se mais forte no espinho, e o espinho lhe feriu o coração, e uma punhalada de dor o traspassou.

Amarga, amarga lhe foi a angústia e cada vez mais fremente foi o canto, porque ele cantava o amor que a morte aperfeiçoa, o amor que não morre nem no túmulo.

E a rosa maravilhosa tornou-se purpurina como a rosa do céu oriental. Suas pétalas ficaram rubras e, vermelho como um rubi, seu coração.

Mas a voz do Rouxinol se foi enfraquecendo, as pequeninas asas começaram a estremecer e uma névoa cobriu-lhe o olhar, o canto tornou-se débil e ele sentiu qualquer coisa apertar-lhe a garganta.

Então, arrancou do peito o derradeiro grito musical.

Ouviu-o a lua branca, esqueceu-se da Aurora e permaneceu no céu.

A rosa vermelha o ouviu, e trêmula de emoção, abriu-se à aragem fria da manhã. Transportou-o o Eco, à sua caverna purpurina, nos montes, despertando os pastores de seus sonhos. E ele levou-os através dos caniços dos rios e eles transmitiram sua mensagem ao mar.

_ Olha! Olha! Exclamou a Roseira. – A rosa está pronta, agora.

Ao meio dia o Estudante abriu a janela e olhou.

_ Que sorte! – disse – Uma rosa vermelha! Nunca vi rosa igual em toda a minha vida. É tão linda que tem certamente um nome complicado em latim. E curvou-se para colhê-la.

Depois, pondo o chapéu, correu à casa do professor.

_ Disseste que dançarias comigo se eu te trouxesse uma rosa vermelha, - lembrou o Estudante. – Aqui tens a rosa mais linda e vermelha de todo o mundo. Hás de usá-la, hoje a noite, sobre ao coração, e quando dançarmos juntos ela te dirá o quanto te amo.

A moça franziu a testa.

_ Esta rosa não combina com o meu vestido, disse. Ademais, o Capitão da Guarda mandou-me jóias verdadeiras, e jóias, todos sabem, custam muito mais do que flores...

_ És muito ingrata! – exclamou o Estudante, zangado. E atirou a rosa a sarjeta, onde a roda de um carro a esmagou.

_ Sou ingrata? E o senhor não passa de um grosseirão. E, afinal de contas, quem és? Um simples estudante... não acredito que tenhas fivelas de prata, nos sapatos, como as tem o Capitão da Guarda... – e a moça levantou-se e entrou em casa.

_ Que coisa imbecil, o Amor! – Resmungou o estudante, afastando-se. – Nem vale a utilidade da Lógica, porque não prova nada, está sempre prometendo o que não cumpre e fazendo acreditar em mentiras. Nada tem de prático e como neste século o que vale é a prática, volto à Filosofia e vou estudar metafísica.

Retornou ao quarto, tirou da estante um livro empoeirado e pôs-se a ler...