segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Diamantina

Verão #1 (final)

Voltar pela segunda vez no mesmo rio. Mesmo lugar. Homem e rio diferentes. Tão fácil comparar o velho e o novo. Nas casas e nas sombras. Lado-a-lado, o novo é estranhamente mais feio. Crescer é inevitável. Mas quão grande um lugar pode ser antes de se tornar outro? Na terra do homem que virou presidente. Um homem que quis crescer, sem se tornar ruim. Ali, o povoado aos poucos invade a serra. Gente honesta, com nenhum outro canto. Para todo problema complexo, existe uma reposta simples, fácil de entender e errada. A saída mais óbvia. Errada. A cachoeira ainda é bela. Parece uma laje dourada. Enquanto a água cai, o tempo se movimenta ao redor. Silencioso e sempre.


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