segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Diamantina

Verão #1 (final)

Voltar pela segunda vez no mesmo rio. Mesmo lugar. Homem e rio diferentes. Tão fácil comparar o velho e o novo. Nas casas e nas sombras. Lado-a-lado, o novo é estranhamente mais feio. Crescer é inevitável. Mas quão grande um lugar pode ser antes de se tornar outro? Na terra do homem que virou presidente. Um homem que quis crescer, sem se tornar ruim. Ali, o povoado aos poucos invade a serra. Gente honesta, com nenhum outro canto. Para todo problema complexo, existe uma reposta simples, fácil de entender e errada. A saída mais óbvia. Errada. A cachoeira ainda é bela. Parece uma laje dourada. Enquanto a água cai, o tempo se movimenta ao redor. Silencioso e sempre.


bent

4 comentários:

Anônimo disse...

Bent poetinha, q saudades! Ve se vem me visitar aqui no rio pra gente colocar a prosa em dia.

Me transportei para Minas terra q tanto nos aproximou da vida :)

bjs
C

Quero - quero disse...

Bent sorrateiro e proseiro amigo Querido e guerreiro, não tenho tanto talento na escrita mas na estíma levo fé.

Abraço

Com arrepios pelo corpo, João disse...

Amigo ...simplesmente lindo demais. Fiquei arrepiado aqui. Obrigado por trazer tantas reflexões em tão poucas palavras. esse é um de seus geniais dons. Mas esse texto me foi verdadeiramente especial. Beijo no coração de seu amigo JOão, que em outro momento também já pisou naquele rio com vc...

Periquito extasiado disse...

Sensacional amigo!!! Como é bom começar o ano com palavras tão belas e reflexões tão profundas e sérias e ao mesmo tempo simples e belas!!! Muito obrigado por enfeitar o nosso mural com tanta sabedoria e por dar um nivel a escrita a ser almejado!!! Bjo no coração de todos os amigos e um feliz ano novo, mais sincero e alegre!!!