sábado, 28 de julho de 2007

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Friozinho...hum...

Beijo a todos do barrão...
E sem muitas palavras:


CINZA OUTONO

Nos dias de outono
O vento e a chuva quando
Passam uivantes pelos autos prédios das cidades
Causam certo arrepio
Uma mistura de lembranças, medo e frio
Que invadem nosso corpo e trazem saudades
Deixo os pensamentos sair para longe com os pássaros que vão voando.
E como caem folhas nas tristes tardes de outono.

Vejo um velho amor com carinho
E com o mesmo carinho desejo não vê-lo mais
Podem as tardes outonais ser aconchegantes por debaixo das cobertas
Ou solitárias tomando uma aguada sopa quente.
Mas pode ter certeza, é melhor estar com quem não apoquente,
Pois nesses dias frios é bom se amar na cama, fazer descobertas,
Porque lá fora meu amigo, o vento chacoalha árvores e sinais
E não haverá encharcada avenida ou rua que se mostre melhor caminho.

Como grita e ameaça o vento de outono
Derruba calhas, telhas e corações.
A nevoa branca mistura o infinito ao nada
Diz tudo e nada diz com a clareza que lhe cabe
E diante de tal amplidão confusa, não fico só e compartilho com toda a cidade
Espero alguém para tomar um trago, ou alguém que de melhor jeito me ampare.
Como mexe comigo tal clima, mexe com meus ossos, minha alma, meu coração.
Mas vejo tudo isso sozinho de minha varanda, braços cruzados e sem despertar nesse
tão cinza outono.

___FIM___



Boa semana a todos.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Saudades

Saudades!

Não sei como dizer as coisas que sinto, mas às quero expressar
A falta de um amigo que perto quero estar

Dividi o mesmo teto com objetivo profissional
Poucos diriam que daria certo e descobriu-se uma afinidade jovial

A troca de experiências sempre se manifestou
Me orgulho ao dizer que por causa dele li "Chateau"

Rapaz ausente
em corações presente

Depois de um jornada longa continuou à estudar
E com veemência em outra cidade foi morar

Na cidade da garoa longas jornadas no trânsito ele percorria
E na cidade mais populosa sintia-se só na noite fria

Na minha vida aquele show será memorável
Ao lado de um companheiro inolvidável

Rapaz onipresente
irmão eternamente

Mesmo com medo arriscou tudo no que poderia acontecer
Pois seu caminho tinha mais estrada a percorrer

Familiares e amigos ficaram em consciência sã
Para mais uma conquista atingir na terra do Tio Sam

Ele ao tormar seu destino me faz perceber
o homem melhor, como ele, que quero ser

Rapaz ausente
Com espírito onipresente
Segue presente em nossos corações
Como irmão eternamente.


Por: Fênix

sábado, 21 de julho de 2007

Fênix em: "o dia degrau"



Desculpe a demora desta seção
Mas continuo sempre, por voçês, uma dileção

Ando seguindo com hemerismo numa diretriz
talvez em sombra riscada por giz

Sinto falta das risadas com músicas no fundo
e lembro da felicidade no chão sem fundo

Para onde vou , com quem e qual menhor caminho

Esse rapaz conhece pessoas e procura sua identidade
e não imagina um futuro sem sua metade

Com ar de durão e portando sua armadura
sabe o dureza do orgulho sem altura

Em uma noite onde estariam presentes, todos inclusive a amada
sente-se só e cai uma lágrima numa noite calada

Qual melhor caminho, para onde vou e com quem

Chegamos em uma fase com poucas explicações
determinados a cumprir suas obrigações

Vivemos e rítmo mecânico como fordista
deixamos de obdervar pessoas nesta sociedade mista

O que vou levar de experiência de mais uma fase
tentando ser simpático sem querer mais amizade

Com quem, de onde vem e para quem

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Sou brasileiro e não desisto nunca...

Passarada: "viva essa energia". É o clima do Pan do Brasil.
Chega ai passarada...mas, como sei que tá difícil pra esses pássaros vou poustar aqui,mais uma vez, com a certeza que serão poucos e apenas os de sempre que verão e lerão, por isso ai vai.
Sem medo e nem preconceito.
Aproveito esse momento para dar o Parabéns ao Bent, que faz aninhos...beijo no coração grilo-bent-nariz.
Canarinho...estou a sua espera em agosto, e Corujão, pode esperar que sua hora vai chegar...


A moça e o Caramelo.

_ Toma ai moça, um biscoitinho e um suco.
_ Brigada meu filho...briga...
Dali, parti com o resto de minhas compras, indo para a minha casa confortável, receber amigos, ouvir e fazer música ao lado de minha namorada, era uma gente fina e bonita, cantarolando em um bom apartamento. Já a moça permaneceu ali, em sua casa, na rua. Ela conduzia um desses carros modernos e ao mesmo tempo tão antigos. Digamos que, são carros antigos adaptados a mais dura realidade, já antiga, mas tão contemporânea.
Ela estava sentada em cima dele, juntamente com um tantão de madeira, algumas garrafas plásticas, e também pedaços de papelão. Ela era, quase que, mais um trapo em cima da carroça. Carroça por sinal, sem bois ou burros, ou qualquer quadrúpede. Não, era ela o próprio animal.
Há muito ela saiu de sua casa, por um desespero qualquer, por não ter trabalho, por ter fome, por ter filhos com fome, ou ficou doida depois de mais uma tragédia na família, enfim, sei que há muito tempo ela anda pelas ruas, carregando seus entulhos pra um lugar que nem ela mais sabe onde. Já se perdeu faz muito tempo e vive a carregar e descarregar aquelas coisas, cada dia em uma esquina, ou numa praça.
A cidade a sua volta ferve o capitalismo fervoroso e sem qualquer mágoa. O som do desprezo, das estaladas de boca, repulsa, e pena faziam a sua música diária. Rodeada de arranha-céus enormes, denominados como Palácios. Castelos populacionais. “Favela da classe média”, disse certa vez um filósofo barbudo que passou por ela.
Aconteceu, algumas vezes d’ela pegar um pedaço de madeira, ou sei lá o quê, e andar dias com aquilo na carroça, e depois vir a soltá-lo, e depois, num outro dia, vir a busca-la novamente.
Uma ou outra senhora dava-lhe algo de comer, às vezes na porta de suas casas. É, a idade é sábia, frágil, e generosa. O tempo trás sabedoria.
Por um, dois anos atrás, ela domesticou um cachorrinho vira-lata. Ele era bem engraçadinho, pequenino, magricela e todo caramelo. Era uma graça e tornou-se seu fiel companheiro.
Ele também tinha uns dentes afiados, e tudo o que ela conseguia de comida, dividia com ele. Dava banho nele no coreto, onde tinha uma bica, uma fonte, ou algo parecido.
Curiosamente, ela chamava-o de Branco. Até hoje não sabia porque, uma vez que ele era todo caramelo, nem preto nem branco, caramelo. E tinha os olhos bem negros. Ele acordava, ela acordava, ele tinha fome ela logo arrumava algo pra comer, ele só dormia colado a ela. Eram grandes amigos, mas no geral ela era sempre triste. Abraçada ao Branco, que gostava sempre de rasgar os trapos que ela carregava.
Um dependia do outro. Eu não vi, mas me disseram que certa vez, ela havia caído e se machucado, perto da fonte, foi o caramelo, ou melhor, o Branco quem foi buscar ajuda.
Certa vez o cachorro adoeceu e quase morreu, mas ela cuidou muito rápido e bem dele conseguindo fazer com que ele não morresse. Depois, de tarde, quando ela urrava em prantos, por pensar como seria a vida sem seu Branquinho, enquanto o agarrava, e beijava, e apertava ele, um senhor de meia idade meio calvo mais de fartos bigodes, lhe trouxe lenços de papel. E ela ficou encantada com aquilo. Seu olho lacrimejou ainda mais, mas seu coração e sua alma de certa forma se enxugaram com aquele gesto.
Pensei eu: Imagine se alguém, algum dia a chama-se pra tomar um bom banho quente, usar um desses shampoos femininos, super cheirosos e cremosos, usasse um sabonete com cheiro de Camomila, com direito a no final, lixar a sola do pé e passar um creminho especial para o cotovelo. Imaginemos o que ela faria quando ela saísse da casa. Enfim, nunca ninguém fará isso por ela. Ela continuará fedorenta, carregando seu calvário nas costas, tendo como amigos o Branco, os Astros e as marquises das madrugadas.
Hodiernamente quando se paga por algum serviço, ainda assim, é difícil ouvir uma “Boa tarde”, ou “Até logo.” Que dirá a moça e o caramelo, que pedem. Pedem qualquer coisa, comida, um lenço, um sinal, uma ajuda ou um socorro, e mal recebem um olhar que não seja de repulsa, medo ou até nojo.
Certa vez, o trânsito estava muito confuso, havia uma passeata dos motoristas de Vans, reivindicando alguma coisa, e o trânsito ficou aquele caos. Avistei na rua mais movimentada, a moça e o caramelo, e logo percebi que ela se encontrava meio mal posicionada com suas coisa, meio no meio da rua, numa segunda-feira muito quente, e com aquele trânsito.
Foi então que passou um ônibus na toda ao seu lado, fazendo tudo que estava em cima da carroça voar para o meio da auto-pista. Num reflexo quase involuntário, partiu, a moça, em disparate para tentar agarra-los, mais acabou sendo atropelada por um carro de luxo, desses, meio de pai de família. Morreu ali mesmo, na hora, o trânsito que estava parado ficou ainda pior.
O vento levava as suas coisas pra longe, talvez para um lugar onde ela possa encontra-los novamente e voltar a catar e joga-los fora, cata-los e joga-los fora, eternamente. Não teve tempo de se despedir do Branco. Este, por sua vez, só teve tempo de latir, e avançar em cima do carro modelo monza 95 de cor vinho, e ficar mordendo sua roda quando ele parou.
Juntou muita gente. É que estranhamente, faz parte da curiosidade humana atentar as coisas as quais temos repulsa, como acidente de trânsito, ou quem caiu no rio, cenas trágicas e até mesmo aquela olhadinha pro vaso sanitário depois do coco. O fato é que a rua encheu de curiosos. Uns com pena, uns só por curiosidade mesmo, outros pelo hábito humano de gostar de desgraça, e outros até dando graças a Deus.
Branco permaneceu ali, naquela esquina, por muitos e muitos anos, acompanhando todos os carros que passavam, e, às vezes, latia e/ou atacava ferozmente alguns dos auto-motores, como que para se vingar da enorme perda que sofrera com a morte da moça. Era um ato repetido, ás vezes com um choro triste, e com o passar do tempo, o choro de seu próprio carma.
Choro maldito das noites na esquina, onde num dia de muita impaciência, o asfalto encheu-se do óleo do monza, de curiosos sarnentos, alardes de buzinas e do sangue ralo, pobre e fedorento de uma moça que não tinha nada nem ninguém, de uma moça que muitos a viam todos os dias, mas não a conheciam, nunca falaram nem nunca a ouviram, afinal ela era, além de mendiga e catadora de coisas, maluca, pois falava o dia inteiro com aquele cachorro caramelo. Mas esquina encheu-se mesmo foi dum choro eterno, minguante e agourento, de um velho cachorro caramelo, um cachorro feio e sarnento, a qual ela teimava em chamar de Branco.

FIM


Bejo no coração de todos e até.
Jão de barro.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

VIva! Viva! Viva a sociedade alternativa!


Alô bateria, quantas saudades!!! Relaxa ae q o canário vai pousar....Pintando com vida as paisagens escuras. Brindemos com vida a morte, já q meu xadrez é muito fraco. Cheers! Querido Bent ... q fase hein!? Fico toda vez comovido com "O Tabuleiro" simplesmente: genial! Vou inserir a poesia na ilustração e assim conquistaremos o planeta. Ou talvez simplesmente darei uma gargalhada. Barríssimo, Barríssimo!! ( pois para nosso saudoso Barro só está faltando ele escolher a madeira para talhar sua cadeira na Academia Brasileira de Letras, é literatura brasileira -- Um beijo!).

Bom, acabo de voltar de um final de semana relaxado na cidade de Bath ( uma cidadezinha lindíssima romana aqui pertinho ), com direito a spa para celebrar 4 anos de muita felicidade ao lado minha canária iluminada. Londres estava meio agitada com tantas notícias bomba (explorando todos os sentidos da palavra)!!! Prefiro trabalhar do que ficar assistindo a estréia de Harry Potter em Leicester square. E espero estar postando em breve un trampos mais recentes. Como vosso Marquês De Pombal. Belíssimas fotos... continue postando!

Assinado
canarin
a partir de primeiro de agosto pode vir facinho
Novo caixotinho na área
É vários, né coruja!

sexta-feira, 6 de julho de 2007

V.V.N.V.E.C.

Bom meus caros pássaros, aqui estou eu novamente. Sempre Barro.

Infelizmente essa afirmativa esta se tornando uma semi-verdade, pois nosso sitio anda vazio, com poua cantoria, limindo-nos a mim, o bent, e Murucututu.
Onde estão todos? Faça-mos desse lgar o mais democrático, eclético, dinâmico, instrutivo, sagaz, mutável possível. Nós é que damos vida a ele. Sem pássaros pra "cantar suas histórias", ás flores e árvores morrem, não semeiam.
Sejamos sementes uns dos outros, sem nos impormos limitações, sem qualquer constrangimento, e com toda a nossa liberdade. Somos Free, livres pra tudo. Voemos TODOS juntos. Cantemos pássaros. Cantemos. Esse sitio diminui a distância, e nos torna vivos. Afinal, somos A MOLECADA.

...

Contudo, o motivo do título do meu poust, V.V.N.V.E.C. é bem simples. Acontece que no Carna-casota desse ano, a parte da molecada que se encontrava lá fundou, ou deu o primeiro passo para isso, Vai, Vai, Não, Vou Esporte Clube. O qual vocês podem imginar o Hino.

É o nosso grupo de esporte, seja qual for. "vai periqueto, vai, vai....não vou! .... Vai peri, vai, vai,vai!.... Não vou...". Essa é mais ou menos a alma do time. Alguns andam emprestados para o exterior, mas não tem nada não, agente honra.
Fica aqui o grande abraço, para todos vocês, o o clamor a presença de todos, ainda que as vezes, pois cada um sabe a sua dose, mas, apareçam.
Estamos esperando e nos preparando para o PAN.


Beijo no coração de todos e uma semana cheia de vida, sorrisos e alegria. Amo vocês até.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Morte: Assunto da vez.

Já que nosso muito querido e tão cheio de vida bent, trouxe-nos essa sua perspectiva sobre a morte, resolvi manter a linha.
Afinal essa é a única certeza da vida, e se alguém disser que nunca pensou nisso está mentindo!
Infelizmente já se nasce morrendo, ao menos nessa nossa tão mesquinha vida, física e material, pois de resto, ainda não sei nada.


Desculpem mas ainda se encontra sem um título.


Enquanto borbulha a agonia
De quem espera
Inflama-se um sentimento
Em mim. Abandono, rasgado.
Escura sala vazia de reuniões
Evoco Santos que sejam capazes
Não de me salvar
Mas de me acompanhar
Não para lançar sob mim
Suas bênçãos, mas para olhar-me.
Para simplesmente ser-me companhia
Nos meus últimos momentos de vida
Que por culpa Divina, passo sozinho.
Esvaziando no meu túmulo frio e escuro
Inerte, a morte já possuidora de minha alma.
Apodreço num fétido temor carniceiro
E podre em meio a musgos
Num lugar que somente quem já se foi
É capaz de voltar-se até mim
Para dizer-me “Seca-te tua mágoa,
pois é no breu mais escuro que encontrará
sua luz.” Então, com a boca seca e ossos gelados
me dou por mim e vejo o espectro sombrio da eternidade
E, com essa imensidão no peito vazio.
Sinto a amargura da solidão banhada num leito mortal
E com tom fúnebre aos ouvidos, silencio e fecho os olhos.

FIM

Desculpem o pesar do tema, mas as vezes é preciso.
Beijo do João de barro no coração de todos e lembren-se:

"Quem passou por essa vida e não viveu
pode ser mais mas sabe menos do que eu
porque a vida só se da pra quem se deu,
pra quem sonhou, pra quem chorou, pra quem sofreu..."

Boa semana e até.