quarta-feira, 20 de junho de 2007

Pela boca.

Ai vou eu...


Voa barro, vuemos PÁSSAROS!!!!!!!!!!!!!!!

PELA BOCA

Pela boca é que se jaz
É por ela que me denuncio
Emana o bafo do que como, do vício.
É ela quem transmite o insaciável “quero mais”

Comendo e bebendo se estraga a carne
Que sofre e sente o ranger de toda a máquina
Grita! Berra! E implora toda essa lástima
E atura todo essa penitência que te cabe.

Com palavras impróprias fiz inimigos
Que se pudessem, me matariam e me comeriam!
Pela mesma boca que se difamam, caluniam
E com meu sangue opaco, sentiriam os lábios carcomidos.

A língua que se farta das frutas mais suculentas
É a mesma que se arrepia com as azedas e amargas
Lambe os beiços, penetra e ampara.
E no frenesi de sensações, serra os dentes.

Pela boca se cospe, suga e escarra.
Morde e rasga, vicia e mata, engana e sofre.
É pela boca que denuncio mais ninguém se comove.
E é pela boca que, podemos pedir desculpas para quem ainda assim possa amá-la.






FIM


bEIJO NO CORAÇÃO DE TODOS DO BARRÃO!!!!!!

4 comentários:

Anônimo disse...

Sensacional!!!!!


Muru.

Anônimo disse...

poeta, poetinha camarada.... uh, uh, uh, que beleza...

perí

amolecada disse...

E por ela nós falamos!
...

Mas agora eu prefiro só escutar...



Saravá
Cana

amolecada disse...

Matéria, carne, peso, sangue, arrrrrgghhhhh barro vc tá sensacionalmente corpóreo.

Bent