segunda-feira, 25 de junho de 2007

Quem nunca sonhou???

E ai passarada, como estão todos? Espero que estejam bem. Coruja onde está você, onde??? Sinto sua falta por esses ares.

Bom, nesse sábado que passou, vimos aqui na terrinha, mas precisamente, no circo voador, uma nova banda, ou grupo musical, não sei ao certo como nominá-lo. Chama-se esse grupo, "teatro Mágico". Achei ótimo. Uma proposta nova, diferente e inovadora. O grupo é de Minas Gerais.

Trata-se de um espetáculo musical, onde os integrantes vestem roupas de circo, com caras pintadas e roupas coloridas. Há trapezistas que fazem suas atuações em cima da galera, malabaristas, e até a interpretações de poesias, muito legal mesmo.

Sei que nessa noite, cheguei a sonhar que era trazista e que fazia incríveis apresentações, com saltos incríveis. O espetáculo me trouxe um sentimento bom, de ver uma coisa nova e de certa forma, um resgate a esse tipo de espetáculo, tão abandonado por nós hoje em dia. Enfim, curi, me diverti e sonhei. Muito bom.

Sendo assim, meu poust de hoje é:
ASTRONOMO OU ASTRONAUTA?

Acontece que no dia do meu aniversário de oito anos, enquanto as crianças brincavam em dar volta nas cadeiras, viam o palhaço ou jogavam bolas, eu fui caminhar, pelo enorme quintal da casa velha, com meu tio, um homem de ótimo caráter e uma incrível visão sentimental sobre a vida e o universo.
O quintal da casa era bem grande, com alguns pés de amora, um caminho até o portão cercado por orquídeas onde dois cachorros da raça Labrador sempre passavam com tudo, e mais adiante, havia uma pequena trilha a qual, após uma caminhada pelos estreitos pedaços onde conseguíamos caminhar, e que sempre estavam bem escorregadios devido as constantes noites de muito sereno e orvalho, podia-se chegar perto e ouvir o som de uma pequena queda d’água, coisa que me era super agradável.
Segui pela trilha com meu tio. Ele era o filho mais novo da minha avó e talvez por isso nos dávamos tão bem, apesar de nessa ocasião ele já ostentar seus vinte e seis anos, e até alguns cabelos brancos. Era desengonçado, mas engraçado e tinha talvez, o coração mais bonito que já encontrei.
A noite era fria, mas mesmo assim eu me lambuzava com meu picolé, e meu tio aproveitava o ar puro pra fumar seu cigarro. Caminhamos de mãos dadas a maior parte do percurso, até avistarmos o final da trilha, que dava numa enorme rocha e uma vegetação bem densa cercada com arames farpados.
Meu tio com toda a sua alto confiança, e sempre capaz de passar um sentimento que seja bom de se sentir, me convenceu a subir até o topo da enorme rocha.
É bem verdade que quando se confia que nada vai dar errado, quando se confia no êxito da sua missão, ela acaba parecendo mais simples e sua confiança acaba te levando ao sucesso, ainda que haja alguns pequenos tombos pelo caminho. Assim foi e subimos até o topo.
Era uma enorme pedra, e do seu cume dava-se pra ver o céu, lindo enorme, extraordinário, e luminosíssimo céu estrelado. Céu que, mais tarde, me vinha apenas nessas lembranças das noites na pedra na velha casa de meus avós, que ficava bem no alto da serra.
Meu tio já acabara o seu cigarro e eu meu picolé, eu fingia que acreditava em algumas, e ele adorava isso, e noutros realmente acreditava, e ele adorava isso ainda mais. Conversávamos muito, e meu ele sempre tinhamos boas e engraçadas histórias pra contar. Foi então que depois de um curto período de silêncio em que só a noite se comunicava, enquanto olhávamos atentamente para o infinito, é que meu tio me perguntou se eu preferiria ser astrônomo ou astronauta.
Perguntei o que era um astrônomo, e ele me explicou. Mas depois brincamos de astronauta. Foi incrível. Imaginar viajar no breu mais escuro que já se teve noticia, experimentar o que ninguém experimentou, flutuar em ares cobertos por algodão doce e toda aquela poeira cósmica colorida e brilhante. Ouvir uma música jamais tocada ou imaginada. Ver passar nos olhos túneis do tempo com cores que não vemos na Terra, e imaginar como as minhocas espaciais, abriam seus túneis através das galáxias, causando assim a viagem no tempo, a qual depois tantas vezes me apoiei. Além disso, flutuávamos e sentíamos a leveza e a insignificância de nosso ser, em meio a toda aquela gravidade, que suspendia a nós e a nossas guloseimas espaciais. Tocávamos estrelas com as mãos e o que sentíamos agora era um sereno incrível, estelar e espacial. Viajamos juntos pelas curvas das galáxias mais obscuras. E, mas tarde, sempre voltávamos.
Ficamos lá até tarde e tínhamos que voltar. Voltar a Terra para encontrar os outros de nossa espécie, nossos genitores, os quais, explicou meu tio, eram nossos pais. Era hora de pousar a nave mágica da imaginação, sair da imensidão espacial e sem limites dos pensamentos, para pousar ali. Naquela enorme rocha, na pequenina cidade, e na velha casa dos meus avós.
Depois de ver mais uma estrela cadente zunindo galáxia a’dentro, e fugir de um pedaço de meteoro que viera em nossa direção, pousamos com tranqüilidade. Tiramos as roupas espaciais, e infelizmente, tive que soltar o pequeno animalzinho voador, peludo e gosmento que se alimentava de bons sentimentos, que eu havia pegado na quinta galáxia que visitamos.
Muito entusiasmados com nosso passeio voltamos para a festa que por sinal, já se encontrava no fim, com algumas crianças esperando ainda o corte do bolo. É, eu quase havia me esquecido disso, era meu aniversário. Cantamos parabéns, partimos o bolo e eu dei o primeiro pedaço para o meu tio, surpreendendo a alguns, e a outros nem tanto.
Depois, brinquei um pouco com as crianças, embora volte e meia, teimasse em querer ir lá fora para dar uma espiadinha no céu.
Depois dessa noite, toda vez que nos encontrávamos, queríamos sempre olhar para o céu, de onde dessa pra imaginar e sonhar um pouco, feitos dois astronautas. E vagar em toda a curiosidade, toda sentimentalidade, toda imaginação que cabe as crianças, ás crianças de todo o mundo, de todo o espaço e de todo o universo.
Vencer barreiras e viajar sem limites. Essa é a grande vantagem de se ser criança. Sonhar e imaginar, inquestionavelmente.



O joão de barro manda um beijo no coração de todos e pede: Jamais deixem de ser criança...voemos todos a incrível e fascinante "terra do nunca"

6 comentários:

A VOZ DO PASSARIN disse...

Com certeza meu jovem barro! Adoro ser criança e as vezes brincar de gente grande. Vivenciar experiências e trocar figurinhas. Bela mensagem caro amigo, sempre

Anônimo disse...

Nos meus sonhos você é sempre uma criança... aquela que eu conheci quando também era uma.
Muitas vezes acompanha duas outras, que hoje em dia ainda preciso crer que são niños, ainda que uma delas insista em dedicar-se a trabalhos envolvidos em assuntos de petróleo e outra tenha deixado o país pra revelar seus talentos no mundo Bretão, coisas de gente grande...
Uma das maiores alegrias que tenho é estar junto desses pequenos, eu ainda e sempre criança.
Coruja

Anônimo disse...

I´m a child as well!

tico-tico

amolecada disse...

Alou criançada o Cana chegou...hehehehhehe....esqueci de assinar o post primeiro

Bozo

amolecada disse...

Muito lindo Barro! Às vezes acho que meus filhos gostarão mais de você do que de mim ;-) Aquele tiozão dezengonçado, mulherengo, sempre sorrindo!

--Bent

Anônimo disse...

Pois é, criançada!
Neste ninho aqui pode-se ter certeza que se está entre amigos, irmãos, pais, sobrinhos, tios... ou seja, família!
Enquanto eu tiver vcs por perto serei sempre uma criança alada! Por que Jorge é meu amigo que voa.
- Voa bem alto Jorge, tráz uma estrela pra mim!
Amo vocês!

curióleo