Esse poema bem antigo, reflete bem o que esta passando em nosso site que apesar da poesia bentevista, respira quase que em susurros pelos bicos e penas de nossas aves.
ESQUECIMENTO
Ninguém tem me notado
Meu reflexo foi apagado
Meu sorriso esquecido
Não escutam meus gritos
Nem meu choro e gemidos
Sinto-me um derrotado
Almejando ser idolatrado.
Onde está meu corpo
Onde está minha alma, onde?
Talvez eu me esconda
Talvez de tão conhecido
Tornei-me um esquecido
Talvez, de tantas coisas hediondas
Hoje eu seja o mais temido
Dos covardes que já existiram
Dos mais fortes já surgidos...
Mas eu não existo
Eu não surgi
Eu não vivi
Eu simplesmente passei
Por essa vida
E tolo eu fui
Pois um dia pensei
Talvez nunca ser esquecido.
A todos um ótimo natal e próspero ano novo....
Beijo no coração. João de barro.
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3 comentários:
Querido barro, em breve estarei na area, para todas as festividades! Lindas e honestas palavras, meu velho, deu arrepio.
Lembre-se de Machado, que achou que 3 pessoas somente leriam 'memorias postumas'.
Nossos queridos passaros certamente tem suas razoes pessoais para nao visitarem o nosso viveiro com frequencia. Eu, assim como voce, continuo postando, porque sei que ao voar com outros passaros minha trajetoria fica mais completa.
Meu ninho e' meu abrigo.
--bent
É com dor no coração que não passarei as festividades natalinas com a molekada, porém pretendo passar a virada com os verdadeiros amigos.
Barro, suas palavras me refaz pensar atitudes. Que o esquecimento fique nas palavras e o amor no coração!
Um abraço, Fênix
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