sábado, 12 de abril de 2008

Coluna do Muru



Um fenômeno lento e gradual surge em meio a escândalos nacionais e desvios de verba pública. Algo que durante muito tempo foi o panótipo da sociedade. Controlou gênios e esmagou minorias. Das ações absurdas de falsos fiéis fervorosos à pseudo-pauta da TV pública. A boa e velha CENSURA.


Primeiro veio as “Novas Regras da Programação para a Família Brasileira”. Segundo a nova regra, um órgão estatal tem o direito de rever horários de exibição de determinados programas caso seja impróprio para o horário. E daí? Daí, é que nós não temos o controle sobre isso. Parte do poder público, que nem sempre (para falar a verdade, NUNCA!) é isento e imparcial.

Cabe a sociedade julgar e definir que ela quer assistir ou não. Como? Simples e fácil: CONTROLE REMOTO.


Outro caso que assusta, mas até agora bem combatido pelo meio e no Supremo Tribunal, é a indústria de Ações “Civis Públicas” (Corrige aí Barro!) empreitadas por fiéis da Igreja Universal contra jornalista que relatam e escrevam contra pastores da entidade (Para quem não sabe). Não que jornalistas sejam bastiões da verdade, mas a máquina de ações e liminares foi absurda. É CENSURA ao estilo rolo compressor.

Cabe ao judiciário não ceder a pressão e ao povo não cair nas velhas ladainhas “universais”.


Logo em seguida veio a PL 29/07, que entre outras coisas propõe limitar o número de programas estrangeiros na grade da TV fechada. Parece, a principio até certo mas não é! Pode até ser plausível na TV aberta, onde a concessão é pública. Porém controlar empresas privadas é crime, é estatização da informação. Afeta a diversidade cultural. Afeta meu direito de escolha. É CENSURA!

Cabe a sociedade reagir. Como? Mande um e-mail para o seu deputado. Fala da não aprovação da lei. Assine o abaixo assinado. Faço barulho (mesmo que seja num blog de amigos).


E a última, mas consideravelmente a pior. A relação entre a TV PÚBLICA e o governo. No ano passado, foi lançada com pompas a TV BRASIL. Objetivo: “liberdade”, “imprensa isenta do capital financeiro”, “TV de interesse público” e “programação de qualidade e isenta” (frases do discurso do presidente). Deu no que todo mundo disse que ia dar. Mês passado, o jornalista Eugênio Bucci demetiu-se da TV BRASIL jogando no ventilador a “recomendação” do escalão superior para tratar de assuntos como o cartão corporativo. Um CALA BOCA do primeiro escalão do governo. Saiu na mídia, está repercutindo. Muito pela idoneidade do jornalista e mais ainda porque revela, mais uma vez, a política boca de siri implantada no Governo Lula.

Sempre votei no Lula, acreditei muito no seu discurso e ainda vejo muitas coisas boas na sua gestão, mas cansei desta política rolo compressor. É antiético, ANTIDEMOCRÁTICO. No poder, o PT se mostrou mais stalinista do que socialista. Esqueceu do que combateu, esqueceu que nasceu para combater imposições. E agora nos obriga a engolir goela baixa qualquer tipo de dúvidas sobre a gestão, usando de discursos pseudo-nacionalistas (vide: Hugo Chaves) para defender o pobre e desabrigado.

P... Q.. P.... Cansei de tomá com areia e ainda ter que sorrir.

É CENSURA!!!! MUITA CENSURA!!!!

O que fazer? Não sei. Não sei.

Ainda estou com o sapo entalado na minha garganta!


Muru

5 comentários:

Anônimo disse...

isso aí muru !

tem que por mesmo a boca no trombone
show de bola

valeu !

pombo

Anônimo disse...

Concordo completamente amigos!!! vamos fazer barulho nessa porra!!!
neguim num para de atochar enquanto num reclamarem!!!

peri rebelde

Anônimo disse...

Muito bom Muru! Ano passado eu estudei uma teoria de mídia chamada "Uses and Gratifications". A premissa básica dessa linha de pensamento é que a audiência tem uma participação ativa, e não passiva perante os meios de comunicação. Eles combatem essa idéia de que o sujeito senta a bunda na poltrona e fica só recebendo informação, sem pensar. O argumento é que o telespectador tem motivos e necessidades (por exemplo, diversão, interação, satisfação) e é por isso que ele liga a TV.

bent

Anônimo disse...

Isso mesmo Muru, temos sim que brigar sempre quando vemos direitos como o da liberdade sendo invadidos, controlados e dirimidos pelo governo e por qualquer pessoa que seja. assim como você também sempre votei no Lula e sabemos que é difícil, quase impossível, e extremamente inviável, nos dias atuai tomar uma postura socialista por menores que pareçam.
A profissão de jornalista está longe de ser uma outra qualquer, pois tem eles a primeira opinião, detem o poder de escolher e informar o povo de todo nosso Estado Nacional e não pode ser censurado, é realmente um absurdo o que fizeram, a igraja do bispo Macedo, com a reporter da Folha de São Paulo.
Quanto a questão dos horários e programas se podem ou não ir ao ar, já vejo com melhores olhos, porém sem defender essa opinião, que o interesse do legislador foi o de evitar que todos os programas das tvs abertas, insurjam numa competição sem fim e sem limites de quem tem as mulheres mais gostosas e as maiores baixarias para serem ditas no horário nobre. Não sei, mas me parece, ainda que frustrada, a tentativa termos melhores programas passando nas casas da maioria da população que não possue canais fechados...

Enfim, é muito pano pra manga...Mas desde já fica o grito de liberdade que tanto custou a nossa história." Liberdade já! Censura nunca mais!"

Beijo no coração de todos.
j.barro.

ps: Adorei o tema em debate!

amolecada disse...

Ei! Meu "eu-própio" me censurei...
C.