
Saudades mil amigos. Saudade feliz que traz nas lembranças lindos sonhos de criança. Um pouco de bebidas sempre ao lado e música, muita música.
Hoje contarei a vocês como escrevi a próxima poesia. Já havia escrito as primeiras quatro frases, mas algum tempo se passou e nada eu escrivia que pudessem complementar aquilo.
Mister Canarium e Sua Canarinha foram comemorar, concretizar, a união, de um modo irreverente, lindo, com alta energia como é o espírito do casal. No dia, um tempo meio nublado, assustou os marinheiros das montanhas que iriam encarar aquela viagem.
Muito mais forte é o amor e alegria de um casal apaixondo e seus amigos, não menos apaixonados, que umas pequena nuvens no céu, um vento sudoeste, algumas ondas... Tudo de certo, foi emocionante. Lindo. Já saímos fechando a bodas de prata num vôo de planador...
Beijão Cani. Muitas saudades daueles tempos. Eles voltam?
Enfim. Serviu de inspiração, rsrsrsrs, apenas isso... rsrsrsrsrs só que um pouco mais tráaááagico.
MIÚDO BARCO
Enquanto navego a deriva
Num oceano sem fim
Com o horizonte ao infinito
O mar cheio e violento.
O barco range.
A madeira se contorce
Soltam-se pregos e parafusos
Não há coletes para todos
Sofre o velho barco.
O lamento faz gemer o barco
Um som agudo emana de seu casco
As velas rasgadas dos dissabores das tempestades
Fazem flagelo em tom vigoroso.
A água já dentro da proa
Carrega com sigo as ferramentas salvadoras
Uma negra fumaça sai dos flancos
E na agonia do naufrágio
Cai sobre todos o sopro da morte.
O suor escorre na cara e
No rosto já bem castigado pelo sol
O marujo também sofre a tensão momentânea
O som da batida do martelo
Confunde-se aos insanos gritos das mulheres
As pedras ao longe parecem
Nos esperar de boca aberta para, estraçalhar-nos
Nada fica em pé neste miserável barco
E vejo as borbulhas da coragem se afundar lentamente.
O frio faz arrepiar os ossos
A proa já se embica para baixo
Com força, o marinheiro roda uma manivela.
Após largar o leme o capitão
Beija seu crucifixo e ascende o sinalizador
O mastro se rompe
Cai sobre a cabine e acerta um homem
Com algumas pessoas já ao mar
As roldanas não se quedam paradas
E num gemido agudo agoniza o velho barco.
Quem de nós saberá nadar?
Quem de nós saberá gritar bem forte?
Quem de nós terá calma?
Quem de nós terá mais sorte?
O primeiro a se tacar ao mar
Enche o peito de todos com um medo corajoso
Sobe um sentimento de fuga
A este bordo, a água já nos suga pelas canelas.
Será que alguém vai se salvar?
Haverá um só que possa contar a história,
De amor, aventura e tragédia?
Ou será nosso algoz a única testemunha?
O que importa, se para nós não haverá um amanhã!
Já envolto as profundezas do oceano.
Sente-se algo que jamais se sentiu.
Respirando água e afogando os pulmões.
Os berros cessam logo, e a força também.
Poucos ainda berram alguma coisa.
Talvez uma ajuda, um bote, um taco, um jato.
Saber que não se tem mais o que fazer é uma idéia absurda.
E a luta pela vida se cansa, se exausta, até que se entrega.
Restam um adeus, alguns discos e algumas recordações.
O céu negro. Negro manto certeiro da morte.
É o fim...ahhhhh Deus...Adeus...Blublublu...blublbublbublubluu...
Enquanto navego a deriva
Num oceano sem fim
Com o horizonte ao infinito
O mar cheio e violento.
O barco range.
A madeira se contorce
Soltam-se pregos e parafusos
Não há coletes para todos
Sofre o velho barco.
O lamento faz gemer o barco
Um som agudo emana de seu casco
As velas rasgadas dos dissabores das tempestades
Fazem flagelo em tom vigoroso.
A água já dentro da proa
Carrega com sigo as ferramentas salvadoras
Uma negra fumaça sai dos flancos
E na agonia do naufrágio
Cai sobre todos o sopro da morte.
O suor escorre na cara e
No rosto já bem castigado pelo sol
O marujo também sofre a tensão momentânea
O som da batida do martelo
Confunde-se aos insanos gritos das mulheres
As pedras ao longe parecem
Nos esperar de boca aberta para, estraçalhar-nos
Nada fica em pé neste miserável barco
E vejo as borbulhas da coragem se afundar lentamente.
O frio faz arrepiar os ossos
A proa já se embica para baixo
Com força, o marinheiro roda uma manivela.
Após largar o leme o capitão
Beija seu crucifixo e ascende o sinalizador
O mastro se rompe
Cai sobre a cabine e acerta um homem
Com algumas pessoas já ao mar
As roldanas não se quedam paradas
E num gemido agudo agoniza o velho barco.
Quem de nós saberá nadar?
Quem de nós saberá gritar bem forte?
Quem de nós terá calma?
Quem de nós terá mais sorte?
O primeiro a se tacar ao mar
Enche o peito de todos com um medo corajoso
Sobe um sentimento de fuga
A este bordo, a água já nos suga pelas canelas.
Será que alguém vai se salvar?
Haverá um só que possa contar a história,
De amor, aventura e tragédia?
Ou será nosso algoz a única testemunha?
O que importa, se para nós não haverá um amanhã!
Já envolto as profundezas do oceano.
Sente-se algo que jamais se sentiu.
Respirando água e afogando os pulmões.
Os berros cessam logo, e a força também.
Poucos ainda berram alguma coisa.
Talvez uma ajuda, um bote, um taco, um jato.
Saber que não se tem mais o que fazer é uma idéia absurda.
E a luta pela vida se cansa, se exausta, até que se entrega.
Restam um adeus, alguns discos e algumas recordações.
O céu negro. Negro manto certeiro da morte.
É o fim...ahhhhh Deus...Adeus...Blublublu...blublbublbublubluu...
Beijo a todos do barrão.
3 comentários:
huahuahuahuaha sensacional, sofre o velho barco!!!
mas os meninos nao deixam de cantar....
muito bem lembrado!!!
abraços, perito afogado, digo afobado, digo, aaaahhhhhh
huahuahuahuaha sensacional, sofre o velho barco!!!
mas os meninos nao deixam de cantar....
muito bem lembrado!!!
abraços, perito afogado, digo afobado, digo, aaaahhhhhh
Irada a narrativa barrote! Certa vez você me disse uma frase que ficou na minha cabeça por muito tempo. "Você não deve temer o mar, mas sim, respeitar a natureza".
Assim como a vida, o mar está sempre num ciclo incessante. Existem dias para pesca, dias para surf, dias para nadar e dias que é só para olhar. Dias de ressaca, dias de calmaria. Dias de sol, dias de vento.
Nós, como parte da natureza, não devemos lutar contra ela, e sim nos integrarmos da melhor forma possível.
bent
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