
A MORTE QUE LADRA.
Do canil mais feio escuro
Sombria e macabra me olhou a morte.
Do maior silêncio veio um murmúrio.
Que da penumbra cega, assombra a sorte.
Pelos cantos tristes me esgueirei
Por toda essa noite, tal sinistro olhar me acompanhou.
Insana e doente minha alma sabia quem a chamou.
E sem êxito, à minha luz passada me apoiei.
Mas o breu se fez eterno e estático.
E num tom bem baixo, rouco, quase asmático.
Ladrava-me a morte com seus dentes afiados.
Seu bafo quente me soprou ao cangote.
Meus pés oscilaram ao sentir o limbo sujar minhas botas.
E olha que nem fui eu quem a deixou desacorrentada.
Fim.
Do canil mais feio escuro
Sombria e macabra me olhou a morte.
Do maior silêncio veio um murmúrio.
Que da penumbra cega, assombra a sorte.
Pelos cantos tristes me esgueirei
Por toda essa noite, tal sinistro olhar me acompanhou.
Insana e doente minha alma sabia quem a chamou.
E sem êxito, à minha luz passada me apoiei.
Mas o breu se fez eterno e estático.
E num tom bem baixo, rouco, quase asmático.
Ladrava-me a morte com seus dentes afiados.
Seu bafo quente me soprou ao cangote.
Meus pés oscilaram ao sentir o limbo sujar minhas botas.
E olha que nem fui eu quem a deixou desacorrentada.
Fim.
Grande beijo do João de Barro no coração de todos!!! Sempre juntão.
2 comentários:
Puta que o Pariu Muleke!!!!
Bizarro!!!!
Genial!!!
Parabéns!!!
Irmão de vc e dos demais pássaros, Periquito Fedorento, Ao som de dos gardenias para ti, Buena Vista.
E' isso ae barrotim! Explorando temas diversos no viveiro. Como disse Mr. Steve Jobs, a morte e' o destino que todos nos compartilhamos.
E' engracado notar como o formato dos posts (fotos, linguagem simples, paragrafos curtos) evoluiu ao longo do tempo na Voz. Acho que estamos aprendendo a melhor maneira de comunicar nossas ideias.
Grande abraco velhote!
(desculpe pela falta de acentos)
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