sexta-feira, 9 de abril de 2010

Depoimento


Foto: O Fluminense / Thiago Lontra

Amigos,
relato aqui um dos momentos mais mercante de minha vida. Vivo, há um menos de quatro dias, a maior tragédia natural da cidade de Niterói. Neste momento de dor e desespero, me pergunto, desnorteado, qual é a nossa parcela de culpa? Não sei qual o limite da desgraça humana, se é que ela existe, e não vislumbro um caminho claro. Passei a semana em escombros e números, contabilizando mortos e histórias que não sei se posso recontar. E ainda não entendi qual é o significado disso tudo. A vida é muito frágil e, sozinho, em meio a mortos e choros, sinto falta de vocês. Um beijo no coração de todo mundo,

Muru.

5 comentários:

Igor S. Farah disse...

desastres naturais são imprevisíveis,
não podemos nos culpar por nada.

Periquito, convidando, disse...

Amigo, essa foi uma das tragédias mais marcantes para nós brasileiros nos ultimos dias...mas não a primeira... não a ultima... é claro que ficamos todos tristes, e quanto mais próximos dos casos, mas sofremos junto com as pessoas... porém, podemos viver realmente as verdades da vida... e a verdade é que continuamos todos aqui, juntos, de uma maneira ou de outra...

Encontremos-nos hoje!!! Por que hoje, é sábado!!! SÁBADO!!!!!

Peri ainda pensando.. disse...

Ps: quanto a nossa parcela de culpa: eu não chamaria de culpa, mas de responsabilidade... e de uma maneira ou de outra, todos nós somos responsáveis pelo que acontece no nosso dia a dia... sejamos mais atentos...

bent disse...

Concordo com os comentários acima. Não podemos prever desastres naturais, mas temos responsabilidade para lidar com a situação. Chuvas raramente matam pessoas. O que matam pessoas são casas mal construídas, barrancos e doenças que aparecem pela falta de saneamento. Nossa responsabilidade é construir um futuro no qual mais pessoas tenham melhores condições de vida.

Patativa disse...

Amigo, é duro ver famílias inteiras mortas de uma vez. Pra vc, que está tão perto, mais ainda.

Vamos tentar mudar nossas atitudes no dia-a-dia desde a cerveja na noitada quando estamos dirigindo até a gimba de cigarro no chão.