sábado, 18 de setembro de 2010

Uma moeda para o barque.iro


Uma moeda ao barqueiro.
Depois da flecha alçada ao peito.
O silêncio. Tortura vazia do adeus.
Honra-se a memória. Um grande feito.
E reza. Cada um para o seu próprio Deus.

Leve contigo, nos olhos cerrados.
E sobre eles, a moeda ao velho barqueiro.
Navegarás por um dia inteiro.
Até que atraque, ainda com medo, do outro lado.

Leves lembranças leves. Sem medo. Sem fuga.
Pois a tristeza o bem afunda.
Enquanto tua alma minha boca beija.

Até breve caro amigo que nessa hora se vai.
Encontre a glória. O amor. A paz.
E, de mãos ao alto, acene tranqüilo para que daqui eu te veja.


Beijo no coração de todos!!!


joão de barro.

2 comentários:

bent disse...

Excelente Barrote! Seus textos sempre me fazem parar para pensar. Principalmente neste mundo tão corrido, às vezes descrito em apenas 140 caracteres. A combinação da imagem com o texto ficou muito legal também!

Em breve aparecerei por aí, amigo. Abs!

Peri curtindo o barqueiro disse...

Sensacional amigo!!! Gosto muito dos seus textos!!! Eles sempre me trazem algo novo!!!

Não pude deixar de me lembrar do nosso querido trinca-ferro, que deixou muitas saudades...

Um grande abraço amigo, e escreva sempre mais, e compartilhe sempre conosco esse seu talento!!!