segunda-feira, 14 de março de 2011

Barro's

Amigos, sem ousadia mas aproveitando o gancho certeiro do nosso Canárin sete pele, resolvi expor aqui o meu poema de menos grandeza literária porém com grande sentimento verdadeiro nele esculpido, que fiz após a trajetória devastadora daquelas chuvas de janeiro.

Com o lamento ainda me arranhando o peito, porém com a força que me sustenta com o auxílio das roupas e armas de Jorge sigo em frente. Busca a energia cotidiana em cada um de vocês e, a cada um de vocês, dispõnho meu amor cheio de vida e energia positiva.

Assim eu escrevi:


Da lama. Vidas estilhaçadas.



Por que meu Deus do céu
De Teu Lar, Tua morada
Veio a chuva que tanto castiga
Tanto maltrata e mata?

Se choras a dor do homem
Chora o homem a dor humana
Da perda, da lama, da água
Choramos a desgraçada intensidade de tuas lágrimas

Desculpe-me o descuidado jeito com as palavras
Mas me falta razão, me falta preparo. Falta-me chão.
Falta-me a compreensão e me consomem a dor e o desamparo.

Quanta lama afoga meu povo, sufocando sonhos, vidas.
Quanta cama ficará vazia, pois, deitam-se corpos em covas rasas.
Mãos cavam insanamente atrás de um suspiro, mas só encontram vidas estilhaçadas.


Fim


Beijo gigantesco no coração de todos!

O Barro da alegria, João.

3 comentários:

Quero-Querro disse...

Bonito amigo muito amor muita dor o quanto proximos andam esses sentimentos. Quero - quero

bent disse...

É bom registrar esses sentimentos, amigo. Ainda que de desolação. Assim podemos lembrar dos acontecimentos e evitarmos os mesmos erros no futuro. Bonitas (e duras) palavras. Grande abraço!

Godero disse...

Muito bom amigo, vc conseguiu expressar bem a nossa angústia e tristeza sobre o ocorrido... estamos todos sofrendo com uma ferida que levará muito tempo para para cicatrizar...
Obrigado por compartilhar seu poema!
Beijo grande!