Amigos, sem ousadia mas aproveitando o gancho certeiro do nosso Canárin sete pele, resolvi expor aqui o meu poema de menos grandeza literária porém com grande sentimento verdadeiro nele esculpido, que fiz após a trajetória devastadora daquelas chuvas de janeiro.
Com o lamento ainda me arranhando o peito, porém com a força que me sustenta com o auxílio das roupas e armas de Jorge sigo em frente. Busca a energia cotidiana em cada um de vocês e, a cada um de vocês, dispõnho meu amor cheio de vida e energia positiva.
Assim eu escrevi:
Da lama. Vidas estilhaçadas.
Por que meu Deus do céu
De Teu Lar, Tua morada
Veio a chuva que tanto castiga
Tanto maltrata e mata?
Se choras a dor do homem
Chora o homem a dor humana
Da perda, da lama, da água
Choramos a desgraçada intensidade de tuas lágrimas
Desculpe-me o descuidado jeito com as palavras
Mas me falta razão, me falta preparo. Falta-me chão.
Falta-me a compreensão e me consomem a dor e o desamparo.
Quanta lama afoga meu povo, sufocando sonhos, vidas.
Quanta cama ficará vazia, pois, deitam-se corpos em covas rasas.
Mãos cavam insanamente atrás de um suspiro, mas só encontram vidas estilhaçadas.
Fim
Beijo gigantesco no coração de todos!
O Barro da alegria, João.
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3 comentários:
Bonito amigo muito amor muita dor o quanto proximos andam esses sentimentos. Quero - quero
É bom registrar esses sentimentos, amigo. Ainda que de desolação. Assim podemos lembrar dos acontecimentos e evitarmos os mesmos erros no futuro. Bonitas (e duras) palavras. Grande abraço!
Muito bom amigo, vc conseguiu expressar bem a nossa angústia e tristeza sobre o ocorrido... estamos todos sofrendo com uma ferida que levará muito tempo para para cicatrizar...
Obrigado por compartilhar seu poema!
Beijo grande!
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