Beijo a todos do barrão...
E sem muitas palavras:
CINZA OUTONO
Nos dias de outono
O vento e a chuva quando
Passam uivantes pelos autos prédios das cidades
Causam certo arrepio
Uma mistura de lembranças, medo e frio
Que invadem nosso corpo e trazem saudades
Deixo os pensamentos sair para longe com os pássaros que vão voando.
E como caem folhas nas tristes tardes de outono.
Vejo um velho amor com carinho
E com o mesmo carinho desejo não vê-lo mais
Podem as tardes outonais ser aconchegantes por debaixo das cobertas
Ou solitárias tomando uma aguada sopa quente.
Mas pode ter certeza, é melhor estar com quem não apoquente,
Pois nesses dias frios é bom se amar na cama, fazer descobertas,
Porque lá fora meu amigo, o vento chacoalha árvores e sinais
E não haverá encharcada avenida ou rua que se mostre melhor caminho.
Como grita e ameaça o vento de outono
Derruba calhas, telhas e corações.
A nevoa branca mistura o infinito ao nada
Diz tudo e nada diz com a clareza que lhe cabe
E diante de tal amplidão confusa, não fico só e compartilho com toda a cidade
Espero alguém para tomar um trago, ou alguém que de melhor jeito me ampare.
Como mexe comigo tal clima, mexe com meus ossos, minha alma, meu coração.
Mas vejo tudo isso sozinho de minha varanda, braços cruzados e sem despertar nesse
tão cinza outono.
___FIM___
Boa semana a todos.
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Um comentário:
SENSASIONAL, BARRO!
Talvez não entendi o lado racional desta escrita (se é q exista racionalidade nisto), mas sem dúvida ela é possuidora da mais sincera sensibilidade.
Parabéns, Fênix
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